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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009
Posted
21:12
by Babs
Fiquei um pouco preocupada quando li o que meu "velho amigo" disse em dos seus comentários... "vc não muda". Será que não mesmo?? Que coisa mais agoniante! Imagina ser a mesma pessoa, com as mesmas experiências, com as mesmas histórias e sem nada de novo. Que chatice...Eu passei hoje pela porta de uma lojinha onde eu costumo comprar coisinhas pro cabelo e vi um homem lá, que trabalha na loja a pelo menos 6 anos. No mínimo! Imagina você, trabalhar em um lugar por tanto tempo... no mesmo cargo, recebendo o mesmo salário, que você há de convir comigo que não deve ser lá essas coisas, por 6 longos anos.
Quando eu penso no assunto, eu penso em mim. Eu não mudo mesmo... eu estou aqui, escrevendo sobre o amor e em como encontrá-lo durante toda minha vida.. escrevendo as mesmas dificuldades, os mesmos medos e me descrevendo umas 500 vezes pra uma caixa de texto num site maluco onde as pessoas podem até me julgar e comentar sobre a minha vida. Eu tenho Orkut, e tenho minha sessão "egocentrismo" nele como sempre, tenho amigos virtuais como sempre, luto pra emagrecer como sempre e procuro um namorado perfeito, como sempre. Isso não é intediante?? Só de pensar já fico cansada.
Daí eu comecei a pensar que não... não, eu não sou a mesma. Me sinto mais madura hoje em vários aspectos, sei lidar melhor com as situações, sei me expor melhor, sei falar e me expressar melhor. Sei ouvir uma boa música, aprendi a tocar violão, tenho conhecimentos gerais na área da saúde (haha), não gasto mais tanto em créditos com o celular, consigo me impor muito melhor, aprendi a lidar com certas pessoas (que quem conhece sabe do que eu estou falando), tenho planejamentos para os próximos 2 anos, comecei finalmente a fazer terapia, tomei pau duas vezes no exame de direção, aprendi a beber e ao invés de jogar The Sims sem expansão agora tenho o Vida Noturna, Vida de Universitário e Vida de Apartamento. Por outro lado ainda não emagreci o que eu sempre quis, ainda não sai de casa mas estou perto, ainda não viajei pra fora do país mas esse ano vai, ainda não formei e não me casei. Nem entrei numa piscina de bolinhas.
O que eu quero dizer é que sim, eu mudei. E não, eu não mudei. Eu cresci com meus vários erros, aproveitei como jamais tinha aproveitado a vida, enxerguei as coisas por outro ângulo, me entreguei, chorei, sorri, tive raiva, gritei, me ridicularizei... vivi. Mas nada disso me fez mudar. Eu continuo sendo a mesma menininha que usava pulseira de dadinho, tic tac colorido, que acreditava em conto de fadas, que assinava como /malukaaa, que zuava todas na rua, que todo dia tinha um motivo pra sorrir, como o sol, apesar dos muitos que tinha pra chorar. Alguém um dia me disse que ser triste não combinava comigo e olha só, eu acreditei =]
Não, eu não mudei mesmo. Eu continuo sendo a mesma menina de sempre, com os mesmos sonhos e os mesmos objetivos a serem atingidos no final... só que hoje eu uso um pouco mais de maquiagem e salto alto... de vez enquando x)
Domingo, Fevereiro 08, 2009
Posted
01:42
by Babs
Andei pensando... porque será que as pessoas acreditam tão fielmente em uma coisa que nem sabem se existe na verdade? Será que é porque tudo está tão pré estabelecido que não tem jeito mais de questionar?
Quando penso na existência de Deus por exemplo, várias perguntas vem a minha cabeça. Eu nunca fui muito religiosa, pelo contrário, sempre optei pelo lado científico da coisa. Antes achava um absurdo acreditarem nesse cara com um cajado, barba e tunica branca. Hoje eu aceito porque percebi que acreditar em alguma coisa faz com que as pessoas se sintam remediadas ou tenham esperança pra continuar vivendo. Sim, Deus é o ópio do povo. Acreditar nele é o que torna todas as pessoas puras, felizes e corretas. Se não, você pode ser apontado na rua como um doido que tem perguntas a fazer. Absurdo é não questionar, é não aceitar que nada é definitivamente certo e mais ainda, matar e morrer por Deus. Além de ser falta de criativdade, é burrice.
Não que eu ache que estamos aqui por acaso... eu acredito sim que exista algo maior que esteja por trás disso tudo, mas daí a pensar em Bíblia, em apocalipse, nas profundezas do inferno... é um pouco demais. Enfim, como eu já disse, eu acho que acreditar faz bem. Não só acreditar em Deus, mas acreditar na vida, nas pessoas, no amor. Eu particularmente dedico a minha vida a acreditar no amor. E sim, analisando o que um velho amigo disse em um dos comentários anteriores, o maior problema não são as pessoas e sim eu. Eu deixei passar pela minha vida pessoas maravilhosas que dificilmente vou encontrar de novo, pelo simples fato de achar que não era a pessoa certa. Por motivos bestas, lá se foram eles... Hoje, depois de muito tempo, eu compreendi que ninguém é perfeito e nunca vai ser. O bom de amar alguém é amar também os defeitos e não tentar mudá-los. É saber conviver com eles da melhor maneira possível.
Eu precisei bater muito a cara na parede pra descobrir que o que eu estava procurando eu iria encontrar em mim. Amar alguém começa dentro do seu coração, que deve estar pronto pra aceitar e compreender.
Apesar disso, como eu já disse, eu ainda acredito no amor e acredito que vou amar incondicionalmente, com paixão, como sempre quis. Já em Deus... acho que vou acabar sendo excomungada.
Quarta-feira, Janeiro 14, 2009
Posted
02:04
by Babs
Esses dias eu tenho me trancado em casa e ando sem ânimo pra fazer várias coisas que antes eu fazia e era bem animada pra fazer. Acordo as 14h, vejo a Helena e o César, o Rodrigo Santoro com a maluca da mulher dele, e aquela outra que vai fazer o exame pra ver se está com câncer. Isso depois de Video Show.
Aí depois eu torço pra Sessão da Tarde ser um filme legal, vejo, depois Malhação. As séries no SBT (My wife and Kids é hilário), Chaves, Jornal Nacional, os últimos capítulos da novela (eu só vejo os últimos capítulos). Hoje ainda estreiou BBB e Maysa tá sendo deslumbrante. Fico na net até de madrugada conversando no MSN e vasculhando orkut alheio, depois vou dormir e no dia seguinte repito, tuuuudo outra vez. A vida anda cansativa só de pensar em sair de casa. Até sair, sair, sábado e sexta a noite tá se tornando obrigação. Não aguento mais essa vidinha parada, sem nada pra fazer, sem nada pra falar. E o pior é que quanto mais eu me sinto assim, mais fico em casa sem fazer nada e achando tudo uma merda.
Subindo hoje a rampinha de casa eu descobri o grande problema: tá faltando paixão. Agora, pensando melhor, não é paixão que falta. É amor.. um amor apaixonante, arrebatador, que possa ser vivido com toda plenitude, sem limites geográficos ou pra imaginação. Não vou dizer que está tudo bem na região do coração, mas eu sou adepta à teoria de que uma paixão cura a outra. Eu preciso mesmo encontrar alguém que se importe comigo. Mas infelizmente (ou felizmente) não quero encontrar alguém apenas pra curar a carência habitual. Já tinha dito algumas vezes que o próximo namoro que tiver vai ser pra valer, pra casar, pra construir uma vida. Acho que estou pronta pra conhecer essa pessoa... não que comece agora alguma coisa séria, pelamordedeus tenho 19 anos, mas eu quero conhecê-lo pelo menos. Pra sentir como é amar de verdade alguém, sabe? Eu sinto que a única vez que gostei de verdade foi no auge dos meus 11 anos e não julgo isso amar ninguém.
Então, esquece tudo que eu disse sobre o homem perfeito. Eu só preciso de alguém que me ame de verdade, que me compreenda quando eu falhar e que acredite em nós. Pronto.
Domingo, Janeiro 11, 2009
Posted
02:07
by Babs
E por um momento eu senti que havia encontrado. engraçado, carinhoso, inteligente, responsável, cativante, admirável... lá estava ele, com seus gostos, seu jeito, suas histórias. tão parecido, tão exatamente igual ao que eu sempre quis. eu pedi, aqui mesmo, pelo meu príncipe encantado que gostava de comida japonesa, via desenho e escutava jazz. assistia Chaves, comia em fastfood e abria a porta do carro. eu pedi para que me entendesse, que me acrescentasse experiência, que soubesse conversar, que gostasse de comer pipoca vendo filme no cinema. ganhei muito mais que isso... ganhei alguém tomava meus pensamentos 30h por dia porque o coração faz hora extra, alguém que se encaixava no meu jeito de ser e de levar a vida... eu achei a pessoa que sempre procurei, a vida inteira, perfeito pra mim.
é... temos que tomar muito, muito cuidado com o que desejamos. nossos sonhos podem torna-se realidade 
P.S.: feliz ano novo com 2009 motivos pra sorrir =D
Sábado, Dezembro 27, 2008
Posted
02:57
by Babs
E num piscar de olhos, puff... 2008 já passou. Esse não foi o ano mais rápido que você já viveu? Bom, foi o meu. Acho que é por causa do tantão de coisas legais que me aconteceram esse ano... terceiro período na faculdade, muita festa (muita, muita, muita festa MESMO), muitos novos amigos, muitas amizades consolidadas e que vão permanecer... alguns objetivos conquistados, algumas decisões tomadas e caminhos diferentes a serem seguidos. Eu posso dizer que em 2008 eu mudei bastante, meu jeito de agir e de pensar sobre várias coisas. Não acredito que tenha mudado pra melhor, só que para um jeito diferente de encarar as dificuldades. Talvez tenha um pouco menos de responsabilidade, talvez mais. Mas, em sua essência, acho que continuo a mesma criança que usa salto alto e bebe vodka com coca-cola.
Sem dúvida estive bem perto de mudar minha vida por completo. Pensando melhor, a vida não pode ser mudada assim, de repente, sem preparação. Resolvi que era hora então de me preparar para conseguir conquistar tudo que eu sempre quis, lutando por isso a cada dia que passa. E assim continuo vivendo...
Falando em amor e paixões, posso dizer que vivi muito disso esse ano, com toda a diferença que precisava ter. Descobri que consigo sim ser feliz sozinha, mas que às vezes a graça está em compartilhar sentimentos. Ainda não tive a oportunidade de amar incondicionalmente, sem medo de ser feliz, até porque isso é um pouco difícil devido ao meu histórico de vida. Talvez o amor já tenha passado pela minha frente, e esteja esperando um cutucão para acordar. Talvez eu ainda vá viver um grande amor. Eu sempre fui apaixonada, nasci apaixonada, cresci, vivo e vou morrer com a paixão dentro do meu peito. E por tudo, pela vida, pelas pessoas, pela arte, pela música, por comida japonesa e por The Sims... mas sempre achei que mereço um pouquinho mais do que isso. Eu vivo pela paixão que sinto por tudo, e por todas as pessoas eu me apaixono muito fácil. Confio muito fácil, me entrego muito fácil... e sempre quebro a cara com isso. Mas eu ainda acho que devemos viver assim, intensamente. Mesmo que seja burrice se entregar assim, é melhor do que viver na defensiva com tudo e com medo de ser completamnte feliz. Eu sou muito ansiosa e espero sempre o último capítulo da história acontecer, pra saber se a mocinha no final vai se dar bem. Ao contrário dos contos de fadas, ela nem sempre ache o príncipe e vive feliz para sempre.
O que eu quero dizer, é que em 2008 eu vivi. Intensamente, cada detalhe, cada suspiro, cada falta de ar. E eu continuo vivendo, lutando para que tudo dê certo. O que posso mudar, eu estou mudando... o que não posso, eu apenas aceito e compreendo. Sempre há um motivo que desconhecemos para quando as coisas não dão certo. Na hora a gente pode até não desconfiar, mas tudo vai ficar muito bem no final.
E, apesar de não acreditar muito em contos de fadas e muito menos em perfeição, eu sigo esperando o príncipe encantado. Mas, por sinal, ele caiu do cavalo e entrou em coma.
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
Posted
21:17
by Babs
Não sei vocês, mas quando eu vejo uns sites com crônicas e episódios de Sex and The City fico inspirada para escrever e falar coisas idiotas da vida. Não pensei que fosse voltar tão cedo a escrever, mas aqui estou eu, caçando assuntos legais. E por mais estranho que pareça, hoje eles estão realmente fluindo.
Nesse momento eu estou até perdendo um pouco a concentração, porque minha vó está exatamente atrás de mim, assobiando uma música qualquer da missa de domingo passado da igreja católica do nosso bairro. Mas não, eu não vou falar de religião hoje.
Vocês já pensaram em se casar algum dia? Não, eu não quero assustar. O assunto é um pouco pesado para uma quarta-feira a noite, já que hoje temos futebol em todos os canais, cerveja e boates que tocam samba. E eu aqui, falando de casamento. Mas... já? Porque será que sempre que vejo uma coisa bonitinha, uma declaração de amor romântica ou até engraçada, penso na possibilidade? Eu não costumava pensar nem em estar fixo com alguém, mas quando vejo filminhos ou coisas desse tipo, a vontade cresce e grita lá no fundo por um alguém.
Eu nunca fui pró-casamentos. Sempre pensei em ter minha vida, constituir família, ter uma carreira de sucesso, me realizar conquistando todos os meus sonhos... mas casamento? Nunca pensei. Filhos, namorado, noivo. Mas marido era uma coisa bem estranha de se imaginar. Engraçado que hoje, com um pouco mais de experiência agregada, algumas decepções, uns muitos amores perdidos e muitos envolvimentos, apesar de tudo, eu comecei a pensar nisso. Não deve ser tão ruim... né?
Pensa bem. Uma pessoa para estar ao seu lado não importa o que aconteça, na saúde e na doença até que a morte os separe. Branco, bege, flores claras, tapetes, padre, mesas com arranjos, convidados, convite, terno, bolo cáqui... Que tal?
Descobri que depois de tudo, eu ainda penso em romance quando penso em homens. Não estou falando exatamente de casamento, até porque mesmo pensando nisso eu ainda me sinto um pouco desorientada sobre esse assunto, mas de entrega, respeito, felicidade, sorrisos bobos, carinho, beijos demorados, ter com quem contar. Penso em estar com uma pessoa só e que ela não me complete, mas some suas qualidades e defeitos aos meus.
Acho que isso é mal de toda mulher, enxergar romance em tudo... ou não. Talvez eu esteja apenas apaixonada :)
Terça-feira, Novembro 04, 2008
Posted
16:41
by Babs
"Pés no chão e cabeça nas nuvens... tá bom, um pouco mais longe que isso"
Aquela história de viver um dia de cada vez não é sacanagem não, viu? É a pura verdade. Pra conseguir visualizar uma vitória você que tem que persistir, tem que acordar todos os dias pensando que é um novo dia e um novo obstáculo a ser vencido. É meio filosófico, mas é a real. Ontem eu estava lá na academia (e pela primeira vez eu cumpri exatamente o que o instrutor disse) fazendo os longos e eternos 40 minutos de esteira querendo parar a cada 10 minutos que se passavam. Mas eu não parei. Eu continuei, a cada segundo, contando os milésimos pra terminar e acabei. Não foi tão ruim, foi péssimo. Mas a força de vontade pelo menos uma vez na vida falou mais alto. E continua firme e forte dentro do meu ser: uma semana de dieta e academia e ainda não morri. Nem desisti =)
Todos os dias de manhã eu acordo e penso que a vida é muito curta e passa muito rápido pra ser jogada fora com coisas que podem até te dar algum prazer, mas que é momentâneo, não dura e não satisfaz completamente. Eu quero viver intensamente, escolhendo o caminho que quiser sem me preocupar com o que vão pensar ou com o que vão achar de mim. Deixando de ver a vida em preto e branco, você enxerga cada detalhe colorido e percebe que há muitas cores além das primárias. Chega de amar, gostar, sentir, cheirar, ver, se entregar, sorrir... viver pela metade.
“Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu”.
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Um beijo pra ele, que é o único e verdadeiro culpado pelo post x)
Domingo, Junho 15, 2008
Posted
11:57
by Babs
Todas as mulheres já passaram pelo menos uma vez na vida pelo
tipo de cara que vai te seduzir antes de tentar chegar ao ponto. É.. ele é tipo
aquele que abre a porta do carro, que se mostra preocupado com você, que te leva
pra sair e é super carinhoso e educado, sempre diz as coisas nas horas certas e
sempre vai te fazer sorrir nas horas improváveis. Esse cara sempre alimenta uma
certa intimidade até conseguir o que quer. E o que ele quer, meu bem, é te
comer. Só te comer.
É muito importante saber diferenciar um homem que está pronto
para um relacionamento e um cara que só quer os finalmentes. Na verdade, essa
tarefa acaba não sendo muito simples, mas com o tempo fica mais fácil
reconhecê-lo. Ele se interessa por você, mas não troca os amigos para te dar um
abracinho. Ele diz que sente saudade, mas nem sabe o que você faz da vida e nem
se está bem ou mal. Esse tipo é um dos mais perigosos porque você nunca sabe o
que ele está pensando de você ou em fazer com você, então, como sempre é tão
carinhoso e meigo, você acaba se envolvendo e se apaixonando. Pronto. Mais uma
enooorme merda pra sua vida.
Às vezes eu me pergunto porque existem homens assim. Eu tenho
certeza que um dia esse homem vai sentir falta de alguém que se preocupe com
ele, que esteja lá para ajudá-lo, que pegue na sua mão e diga que está tudo bem
porque vocês estão juntos. Porque os homens desperdiçam essa oportunidade quando
encontram uma garota que valha a pena tentando só levá-la pra cama? Será que
eles nunca pensam que essa garota, essa mesmo aí, que sempre está lá quando ele
quer satisfazer os desejos carnais, que sempre atende o telefone com um "oooiee!!"
empolgado quando ele liga, pode ser a garota que vai fazê-lo feliz pro resto da
vida?
Eu me encontro assim... muito disposta a me entregar de corpo e
alma para alguém, me dedicar a fazê-lo feliz, a ser uma companheira em todos os
momentos, amante em todos os momentos e amiga em todos os momentos e só encontro
caras que não valorizam a atenção e o carinho quase que explodindo dentro de
mim. Caras que me querem só por um momento.
Domingo, Maio 11, 2008
Posted
13:47
by Babs

Eu me lembro de um dia das mães. Eu e meu irmão
compramos um quadro com moldura preta com um rio pintado de azul com alguns
detalhes. Nós acordamos cedo e fomos até o quarto dela, dar o presente. Ela
sentou no final da cama, entre a gente, e abriu. Os olhos dela se encheram de
lágrimas e ela esboçou um sorriso, que veio tão singelo e doce como ela era.
Esse foi o último dia das mães que estivemos
juntas, e eu nunca vou esquecer aquele sorriso. Eu lembro dos dias que ela me
jogava pra cima na cama, e dizia o quanto me amava. Contava a história do meu
nascimento, do meu nome, com uma alegria nos olhos que só ela tinha. Minha mãe
daria tudo na vida dela pra ver eu e meu irmão felizes.
Teve um aniversário que ela me perguntou o que
eu queria de presente. Eu disse que queria a casa da Barbie, aquela montada,
enorme, sonho de consumo de qualquer menina de 8 anos. Então ela me perguntou se
eu tinha certeza, porque era muito cara e ela só poderia me dar aquele
brinquedo. Fez então, uma proposta: ou me dava a casa da Barbie, ou me enchia de
brinquedos. Ah, claro que eu quis os brinquedos! Quando acordei no dia seguinte,
minha cama estava abarrotada de brinquedos, inclusive algumas partes da casa da
Barbie desmontada (tipo cozinha isolada, quarto, banheiro). A festa de
aniversário foi o sonho de qualquer menina... palhaço, bolo, amigos, churrasco,
música... foi o dia mais feliz, para ser lembrado pra sempre... 4 dias depois
ela me deixou esperando no carro e nunca mais voltou.
Eu insisto em não ficar triste nesse dia, mas
lembrando de tudo que passamos juntas é impossível. Como não ficar triste por
ter perdido a pessoa mais importante da sua vida? Ela sempre vai ser a pessoa
que eu mais amo, a que mais me amou e a que sempre ficará nos meus pensamentos e
coração. Eu nunca vou esquecer nada que vivemos porque ela é e sempre será tudo
na minha vida. A melhor mãe do mundo, o meu porto, a minha amiga... Hoje ela não
está aqui pra eu poder dizer tudo que penso e sinto por ela, mas tenho certeza
que ela sabe o quanto é importante na minha vida. E o quanto será, pra sempre.
Feliz dia das mães para aquela que foi e sempre
será a melhor mãe do mundo.
Quinta-feira, Abril 24, 2008
Posted
23:40
by Babs
Hoje eu sai de casa e ia na academia malhar... mas como perdi a hora vendo "My Wife and Kids", acabei chegando muito tarde pra aula de spinning e resolvi fazer uma coisa que não fazia há muito tempo: dar um tempo para eu mesma. Fui olhar loja e procurar uma sandália pra festa de sábado, fui olhar aquelas roupas caras absurdas que eu nunca vou ter coragem de comprar e achei uma havaiana, pasmem, por 134 reais. Como tinha muito tempo que não comia japonesa, resolvi sentar ali, na praça de alimentação do Alameda e pedir um temaki, no Japa. A música que tocava ao vivo era gostosa de ficar escutando, um voz e violão bem tranqüilo que acabou me levando a pensar em muitos aspectos da minha vida. Como por exemplo, porque eu sempre acabo me envolvendo com pessoas que não tem nada a ver comigo? O cara que eu procuro pra namorar e passar o resto da vida junto não é o mesmo que por acaso eu encontrei numa balada, beijei e ficou por isso mesmo. Esse é o cara pra beijar e ficar por isso mesmo, não pra construir uma vida. Então resolvi me resolver... eu sei exatamente como o homem da minha vida é, e eu acho que está na hora de começar a procurar por pessoas que vão me fazer feliz. Começo então a me achar um pouco velha demais pra minha idade...
Então vamos lá... meninos de 18 anos não são tão interessantes quanto homens de 25. Portanto, o homem da minha vida é bem resolvido, maduro e independente, emocionalmente e financeiramente. Ele também trabalha e tem responsabilidades, o que o torna mais sexy ainda. Ele gosta de música, de falar sobre música, de cinema e me faz ter admiração pelo seu jeito de ser. O homem que eu quero pra mim é o homem que vai me fazer crescer, que vai acrescentar experiências. É inteligente, gosta de conversar sobre assuntos polêmicos, gosta de jantar num bom lugar tomando um bom vinho e escutando a música ao vivo que me fez refletir. Ele abre a porta do carro, liga no dia seguinte e me busca em casa, dizendo que eu estou linda. O homem da minha vida é carinhoso e romântico à moda antiga... mas coitado, não pode ser tão chato assim. Ele também gosta de comer besteira, de falar besteira e de fazer besteira. Vê chaves, come pipoca no cinema, gosta de um fast food de vez enquando, de uma comédia romântica e de carinho na nuca de madrugada. Ele gosta de se cuidar, de ter um corpo legal mas não é viciado em academia... na verdade ele nem gosta muito de exercícios, mas sabe que é importante. Além disso tudo é uma pessoa leal, amiga e confidente, que sempre vai estar lá pra quando eu precisar de ajuda... Tem a mente aberta e é maduro o suficiente pra me fazer sentir uma criança do seu lado... mas de uma hora pra outra ele pira e mergulha no meu jeito criança e imatura de adolescente rebelde... sabe exatamente como me fazer sorrir.
É... se ele ainda existir, embrulha e manda direto pro meu endereço. Serei eteeeeernamente grata =)
Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
Posted
19:25
by Babs
Às vezes é muito difícil agüentar coisinhas que
antes não faziam tanta diferença. Os dias perdem as cores e a vontade é não sair
de casa, nem do quarto, nem da cama. Às vezes não... quando eu fico muito triste
eu gosto de sair andando por ae, sem destino, sem ter pra onde ir. Só ficar
sozinha, chorar sozinha, orar e pedir a Deus que tudo passe outra vez. Para que
este seja apenas mais um dos inúmeros momentos ruins que já passei. E parece que
é de propósito, mas tudo acontece quando as coisas já não estão indo bem...
sempre pode piorar, e piora. A gente acaba magoando pessoas especiais sem
querer, acaba não dando a atenção que elas merecem e dae tudo fica pior. Ou
acontece sempre mais alguma coisa pra piorar a fase critica da sua vida... e
você descobre com quem pode realmente contar.
Dessa vez, eu achei que não fosse melhorar. Até
agora não melhorou, mas ainda bem que já consigo não pensar na minha vida o
tempo inteiro. Uma grande arma que eu tenho a meu favor é esse blog. Poder
escrever aqui coisas que eu penso e sinto não tem preço...
Como eu queria que ela estivesse comigo. Tudo
seria tão diferente... tudo seria tão mais colorido... Eu me sentia protegida e
aparada quando ela me abraçava e dizia o quanto me amava. Me sentia querida,
sentia que meus pensamentos eram levados em consideração, que eu realmente tinha
uma família. Família é isso. É ter com quem contar, com quem dividir os pesos,
somar as alegrias. É pra quem você pode pedir conselhos, são as pessoas que você
mais confia... É saber que se você cair, não vai ter alguém apontando e dizendo
que tinha te avisado.. é ter alguém pra te pegar no colo e dizer "eu estou com
você", seja qual for a doença, problema, dificuldade. Isso sim é família.
O meu namorado fala, como tantas outras pessoas,
que eu tenho que dar graças a Deus por ter um lugar pra morar, ter dinheiro pra
pagar uma faculdade particular, pra comer, me vestir bem, comprar tudo que
necessito e não passar nenhum dificuldade financeira. E eu agradeço. Mas eu
trocaria isso tudo, por ela de volta. E a gente moraria debaixo da ponte, sem
estudo e sem dinheiro pra comer, mas eu sei que daríamos um jeito. Porque nela
eu sempre confiei. Foi ela que sempre me deu amor. Foi ela que dava a vida todos
os dias pra me ver sorrindo. Ela é a minha família, e sem ela, tudo fica triste
e sem cor nesse mundo.
Eu tirei a casquinha da cicatriz outra vez.
Vamos esperar cicatrizar de novo.
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Posted
21:41
by Babs

d e s c u b r a - s e
Acho que é só depois de situações diferentes no
dia-a-dia que a gente vai perceber o que tá certo e o que tá errado com a nossa
vida. Hoje no inglês todo mundo sentou em grupos e tivemos que bolar uma cena e
atuar em alguma situação para que os outros grupos descobrissem de qual lugar
estávamos falando. Parece bobo, mas para uma pessoa totalmente tímida como a
Babs aqui, iria ser como um parto. O que mais me impressionou é que eu me senti
completamente à vontade.. é, mesmo não conhecendo quase ninguém e me achando uma
idiota de estar protagonizando uma cena em um cinema (e em inglês!), eu me senti
em casa! Consegui gesticular, arranquei risadas da sala e fomos aplaudidos. Saí
de lá de alma lavada, como se tivesse ganhado o dia. E realmente ganhei...
depois que saí de lá, resolvi que as pequenas coisas na vida não iam mais me
afetar. Esse ano eu nasci de novo, com uma vontade imensa de aprender muitas
coisas e experimentar tudo que a vida tem a me oferecer. Entrei na aula de
violão, uma coisa que sempre quis mas nunca arrumava tempo, comecei a dirigir...
e adivinha? Me apaixonei pelas duas coisas. Eu devia pensar em fazer outras
coisas também... porque não aprender a cantar? Eu sempre fui muito acanhada pra
cantar em público porque sei que canto mal. E a interpretar? Desde que soube que
teria que apresentar muitos trabalhos ao longo da vida acadêmica, resolvi que ia
fazer um curso de oratória. Mas, quer coisa que solte mais e deixe tão livre
quanto perder a vergonha de falar em público atuando? A pergunta não é "por que
fazer isso" e sim "por que NÃO fazer?".
Esse ano é meu ano, como foi ano passado e como
será ano que vem. Aproveitá-lo de maneira mais saudável é a melhor retribuição
que posso dar à vida por me permitir levantar todos os dias de manhã com todas
as dádivas que tenho. Investir no meu conhecimento, na minha superação, no meu
aprendizado e no meu sucesso como pessoa, como cidadã, é a melhor coisa que
posso fazer. A melhor coisa que todos podemos fazer. Viver bem consigo mesmo, se
ver crescer. Pensar em você, além de tudo. O que te faz bem, o que te faz mal, o
que você deseja da vida, o quanto você deseja e o que você está fazendo para que
tudo se torne realidade. Não é uma questão de vitória financeira, nem social...
é pessoal.
O que eu quero dizer é basicamente isso...
liberte-se. Solte-se, deixe os 2kgs de tijolo cairem no chão. Descomplique, a
vida não precisa ser tão difícil. Tudo é bem mais simples do que você imagina.
Dance, não se importe se os outros estão olhando. São pessoas como você e eu
aposto que fazem isso muito pior em casa, de frente pro espelho, segurando a
escova de cabelos e fingindo ser um microfone. Sorria, pra qualquer pessoa, em
qualquer circunstância... as vezes esse sorriso era o que faltava no dia dela.
Alongue-se, encha o peito de ar, diga que ama, veja seu filme preferido e chore
pela milésima vez. Viva. Descubra-se.
Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
Posted
19:35
by Babs
O berço da desigualdade

O berço da desigualdade está na desigualdade do berço. Ao nascer,
cada criança começa seu longo caminho rumo à desigualdade. O relatório do
Unicef, divulgado recentemente, desperta todo o Brasil para essa realidade
trágica e a necessidade de superá-la.
Quando
nascem, alguns começam a comer, outros não; a seguir, alguns vão cedo para a
escola, outros não; depois, alguns ficam fora da escola, outros permanecem por
quatro anos, uns freqüentam-na irregularmente, ou a abandonam ante de concluir o
ensino médio, ou o concluem com péssima qualidade; enquanto isso, outros ficam
na escola por 20 anos, do pré-primário até o final da universidade. Dos que
nasceram em berço pobre, quase nenhum vai garantir ascensão social por meio do
diploma; a probabilidade é igual à de ganhar na loteria.
Ao longo da
vida, uma criança brasileira nascida entre os mais pobres, com renda per capita
de R$80 por mês, receberá um investimento de R$ 3.200 na sua educação; já a
nascida entre os mais ricos, com renda per capita de R$ 1.600 por mês, receberá
cerca de R$ 250 mil em toda a sua vida escolar. A desigualdade de vinte vezes na
distribuição da renda aumenta para oitenta vezes no gasto com educação.
Aí está a
explicação da desigualdade, e a orientação para romper o ciclo criado por ela.
Há décadas, economistas tentam explicar a desigualdade pela distribuição da
renda, sem perceber que sua causa fundamental está no acesso à educação.
Primeiro, porque a concentração da educação impede a distribuição da renda,
mesmo que se desejasse distribuí-la; segundo, porque a renda nacional ainda é
baixa; se ela fosse radicalmente repartida, faria com que todos fossem
igualmente pobres, não distribuiria riqueza.
A promessa
de romper o círculo da desigualdade por meio da distribuição direta de renda é
demagógica, porque não há renda suficiente para todos e porque ela não se
distribui simplesmente por decreto. O aumento do salário mínimo não será
suficiente para tirar os pobres da pobreza, e se fosse, só chegaria àqueles que
têm emprego, o que hoje exige educação.
Alguns
países dispõem de renda suficiente para distribuí-la quase independentemente da
educação de seus indivíduos, outros não têm recursos nem mesmo para educar a
todos. O Brasil não tem renda suficiente para distribuí-la bem, mas tem os
recursos para educar todos os brasileiros. Em alguns países, a desigualdade é
conseqüência da pobreza natural; no Brasil, ela é construída por políticas
sociais que beneficiam uns mais do que outros.
O caminho
para eliminar a tragédia da desigualdade no Brasil está na garantia da educação
de qualidade a todos, do pré-natal até o primeiro emprego. Além de pagar às mães
uma renda suficiente para garantir a alimentação da família, com a condição de
que seus filhos estudem, como faz o Bolsa Família, é preciso acompanhar seus
filhos desde o dia em que nascem, com alimentação e cuidados pedagógicos, em
creches ou outros sistemas que assegurem seu desenvolvimento intelectual.
Não se pode
esperar igualdade em um país onde algumas crianças entram na escola aos quatro
anos e outras aos sete. A garantia de vaga na escola a todas as crianças de
quatro anos é o caminho para vencer a desigualdade. Esse seria um gesto simples
dos brasileiros para com suas crianças. As instalações estão quase todas
disponíveis, os meios de gerenciá-las já existem.
Outro
elemento vital para o rompimento do círculo da pobreza é o professor. Para
distribuir renda é preciso pagar bem aos professores e professoras. Não apenas
porque no Brasil eles somam dois milhões de mal-remunerados, mas, sobretudo
porque nenhum outro agente social produz mais igualdade do que um professor em
sala de aula. Porém, é preciso que ele estude, se forme, se dedique, caso
contrário não terá papel no esforço de construção da igualdade. Ao lado do
professor, as escolas precisam de equipamentos. Não há igualdade entre crianças
que começam a brincar com computadores em idades diferentes.
Sobretudo,
é preciso não parar no ensino fundamental. O Brasil precisa tornar obrigatório o
ensino médio. É uma vergonhosa causa de desigualdade o descaso com que aceitamos
que grande parte da população só estude até os 14 anos, enquanto poucos chegam
ao final da universidade.
Com essas
medidas, juntamente com livros e equipamentos, incentivos e um compromisso
radical com a educação, similar ao compromisso de décadas com o crescimento
econômico, em quinze, vinte, no máximo trinta anos, o Brasil será um país com
uma distribuição decente de renda, sem a vergonhosa desigualdade de hoje.
O Unicef
mostrou como a desigualdade social se transfere para a desigualdade na educação,
e nos ajuda a perceber que a desigualdade ao acesso à educação é a causa da
desigualdade social, o que cria o maldito círculo da vergonha nacional. E também
que deve ser verdadeiro o contrário: o investimento no berço quebrará esse
círculo.
É tempo de
romper o círculo da desigualdade. A hora é esta e é possível. Sabemos como fazer
temos a vontade política, e já estamos dando os primeiros passos, discutindo a
criação do Fundeb, iniciando um grande programa de capacitação e formação de
professores e implementando ações de inclusão escolar. Mas
é preciso mais. É preciso olhar para os berços desiguais onde nossas crianças
nascem e passam a infância. O Unicef fez sua parte. Nós, brasileiros, precisamos
fazer a nossa.
Cristovam Buarque
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Achei interessante. Esse é aquele cara que disputou a
Presidência da República com o nosso atual presidente, e que por acaso ficou com
2% dos votos de toda população, no máximo. Pensem nisso.
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Posted
18:06
by Babs
Gostoso é sentar na frente do computador e remexer nas coisinhas antigas que costumavam fazer o coração bater mais rápido. Acabei me lembrando do quanto eu gostava de "bloggar". Ficava horas montando templates, fazendo layouts, colocando tags... tudo perfeitinho, sem nenhum defeitinho. E então contava os passos do dia, o que eu fiz, o que pensei, o que quis fazer e falar e não pude... meu blog era meu amigo, um dos melhores, que sempre me escutava quando as coisas não estavam indo muito bem ou quando iam bem demais. Ou até mesmo quando não saiam do lugar... lembram-se dos milhões de posts com uma, duas palavras falando que não tinha novidade ou que tava de saco cheio pra postar? Haha, todo mundo já fez isso na vida. Todo mundo já teve um blog, nem que seja pra dizer teve. Era mania na época, mas hoje o blog caiu de moda. Agora existem sites para armazenamento de fotos, existe o Orkut... e as pessoas foram esquecendo dessa coisinha de contar coisas. Mas quem teve, não esquece né? Esse pode até ser um post isolado e eu não voltar a postar, mas pelo menos eu matei a saudade de escrever um pouquinho do que eu penso num cantinho meu na internet. Por isso que eu resolvi refazer. Reinventar, repensar, redecidir... sobre muitos aspectos da minha vida que me faziam bem e hoje me fazem falta. Sobre muitos, muuuitos aspectos x)
É hora de recomeçar.
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